domingo, 9 de julho de 2017

Dê tempo ao tempo do seu bebê.


Dê tempo ao tempo do seu bebê

Especialista em educação infantil condena a superestimulação e defende a importância de os pais ficarem mais despreocupados para melhorar a qualidade da relação familiar

brincadeira; escola; amigos; criança (Foto: Shutterstock)
Antes mesmo de o bebê nascer, os pais começam a planejar o seu futuro. Nessa ânsia de tentar controlar todos os passos da criança, para que ela se saia bem na vida, existe uma coisa muito importante que pode ficar comprometida: o tempo. Por isso, cada vez mais pessoas estão se comprometendo com a ideia do slow parenting, que teve início nos Estados Unidos e nada mais é do que a desaceleração da rotina dos pais para que deixem seus filhos mais tranquilos para curtir da vida. Com atitudes simples, e uma dose de “despreocupação”, as famílias conseguem melhorar a qualidade de vida.

O pedagogo Paulo Fochi, coordenador do curso de Educação Infantil da Unisinos, no Rio Grande do Sul, é um dos porta-vozes do movimento aqui no Brasil. Em suas palestras, ele defende que o melhor jeito de praticar o slow parenting é começando cedo, a partir do momento em que o bebê chega ao mundo. CRESCER conversou com ele para entender de que maneira os pais podem melhorar a vida dos filhos. Veja abaixo:

CRESCER: De que forma estamos acelerando os bebês?
Paulo Fochi: 
No Brasil, assim como em outros países, as crianças estão saindo da vida privada (família) e indo para a vida pública (escola) cada vez mais cedo, com 4 ou 5 meses de vida. Refletir sobre esses processos de educação compartilhada torna-se fundamental nos dias de hoje. Logo, quando falo e critico a aceleração que adultos e a sociedade estão colocando aos bebês, me refiro também, e especialmente, a esses recém-chegados ao mundo. Mesmo os bebês bem pequenos estão vivendo a partir de uma agenda de tarefas cada vez maior, seja na sua experiência na escola, seja em casa com seus pais. Bom seria se, com a vinda deles, aprendêssemos a estabelecer um “contrato” diferente com o tempo e, em vez de inventarmos atividades para os bebês, criando agendas e tentando descobrir quais são os novos produtos, aulas e afazeres que o mercado criou pra eles, tentássemos organizar e garantir que o tempo de estar juntos pudesse ser maior, mais intenso e mais despreocupado. Não há nenhuma atividade melhor que a incrível possibilidade de estar com o outro e, para tal, não é necessário criar brincadeiras, inventar jogos ou atividades especializadas. Agora é a hora de aventurar-se na tarefa que implica aprender a estar com os outros. E isso requer tempo.

C.: Em entrevistas anteriores, você se refere a uma superestimulação dos bebês. O que seria isso e quais as consequências para as crianças?
P.F.: 
Os pais costumam ficar desesperados para acelerar e apressar os pequenos a chegarem antes em algum lugar misterioso. São práticas que privam o bebê de efetivamente participar de um percurso que, a princípio, ele é que deveria estar inteiramente ativo. Na verdade, as premissas de estimulação partem de um pressuposto que entende os bebês como passivos e incapazes de eleger. Eu não concordo com isso e, por essa razão, sou contra qualquer tipo de estimulação externa e que tira a centralidade da criança.

C.: Você pode dar um exemplo?
P.F.:
 Colocar os bebês de barriga para baixo para que eles possam caminhar mais cedo é um estímulo inadequado. Fazer isso é como pedir que, em nosso trabalho, fiquemos numa posição corporal totalmente inadequada e desconfortável durante o expediente. Em vez disso, o melhor é que os bebês não fiquem presos em cadeiras de balanço e possam estar no chão, explorando e descobrindo o seu entorno. Essa é a melhor forma de garantir boas oportunidades às crianças. Quero ainda destacar que não só falo da super, da hiper, mas da estimulação externa como um todo. Passou-se a encarar a vida, em especial a ideia de educar uma criança pequena, como um empreendimento do futuro. Por isso, parte-se da ideia de um bebê passivo e em falta e que precisa ser estimulado para ser ativado e preenchido com aquilo que parece ser a garantia da sua felicidade.

C.: Em que sentido a estimulação pode ser ruim?
P.F.: 
Ando muitíssimo preocupado com pais e escolas que estão associando agendas lotadas como sinônimo de qualidade de vida dos filhos. Por favor, perguntem a eles: “Vocês estão felizes, crianças?”. Creio que a resposta seja: “Nós estamos cansados”. Colocar as crianças nesse ritmo da produção, do capital, é como aniquilar sonhos, aniquilar a nossa potente capacidade de criar e recriar uma nova visão de mundo. Se não tivermos tempo – e não criarmos o tempo – para experimentar, testar, abandonar e retomar um projeto, seja ele da natureza que for, perderemos esse que é fator primordial da nossa condição humana: o inédito, o novo, a possibilidade de dar novas oportunidades ao mundo.
C.: Então, o que os bebês devem ter ou receber no berçário?
P.F.: Na escola, inventam-se aulas disso e daquilo e, muitas vezes, cria-se um cenário repleto de estímulos sonoros, visuais e táteis. Só que os bebês não precisam ser ativados, eles já são muito ativos e têm o impulso de conhecer o mundo. Hoje, no Brasil, com as Novas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, os educadores estão apostando cada vez mais na educação autônoma e de movimentos livres. Entende-se que um currículo para uma escola que atenda crianças de 0 a 6 anos compreenda as práticas do cotidiano como uma das formas de construir conhecimento. Comer, por exemplo, é uma grande aprendizagem. Como estamos pensando sobre isso em nossas escolas? Não me refiro apenas a uma alimentação saudável, mas também à prática social de estar à mesa com seus pares (os outros bebês), de conseguir operacionalizar o movimento de levar, apoiado por um instrumento (colher), o alimento até a boca ou, ainda, servir-se com os alimentos que deseja. Esses são conteúdos que as escolas de hoje precisam entender como práticas curriculares.

C.: Precisamos dar um tempo para o bebê ser bebê. Qual é, na prática, o significado dessa frase e por que isso é importante?
P.F.: Esse é um tempo que não tem chance de ser recuperado. Só somos bebês ao chegar ao mundo. Na prática, dar tempo para o bebê ser bebê é eliminar as agendas de atividades, é garantir um espaço adequado para explorar o mundo, é parar com essa ideia de antecipar algo que pode ser descoberto depois, quando tiver muito mais sentido. Estou me referindo a um entorno diferenciado, em que as expectativas demasiadas dos pais em relação aos filhos precisam ser abandonadas. A psicanálise já nos ensinou o quanto perverso e terrível é para os bebês nascerem com uma história já narrada, anunciada e determinada pelos adultos.

C.: Como os pais podem “pisar no freio”?
P.F.: Minha preocupação tem sido alertar pais e professores que aceleram seus bebês. Entendo que uma coisa possa estar relacionada a outra, mas os bebês ficam sem escolha, não lhes dão oportunidades de eleger o que fazer. Os adultos precisam aprender a escutar aqueles que não são portadores da palavra, portanto, fazer uma escuta muito mais profunda e intensa, que se dá através de um diálogo de olhares, do contato entre os corpos, de sorrisos... Penso que, quando aprendemos a fazer essa escuta, descobrimos a imensa capacidade que as crianças bem pequenas têm de admirar o mundo, de contemplar e entrar em acordo com o tempo, que não é tão horizontal – do antes, agora e depois. Ele é um tempo mais vertical, medido pela intensidade dos acontecimentos. Eu, particularmente, aprendi no convívio com os bebês a pensar sobre o tempo. Descobri que dispensava tempo, e ainda dispenso, com coisas que não valem tanto assim.
 
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Desenvolvimento/noticia/2013/12/de-tempo-ao-tempo-do-seu-bebe.html

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Livros infantis para download- Domínio público



15 Livros Infantis Grátis para download

  1. A borboleta azul – Conta a história de uma borboleta e as fases de sua metamorfose de lagarta a borboleta.
  2. A Bruxa e o Caldeirão
  3. Amanda e os Nanorobôs
  4. Conto ou não conto?
  5. Eu que vi, eu que vi – Recomendado a alunos a partir do 5º ano.
  6. Histórias da Avózinha – Várias histórias infanto-juvenis
  7. Histórias que acabam aqui – Várias histórias. Recomendado a partir do 4º ano.
  8. No reino das letras felizes – Livro bom para trabalhar a alfabetização com alunos de 1º ao 3º ano do ensino fundamental 1.
  9. O galo Tião e a dinda Raposa – As aventuras do Galo Tião e a dinda Raposa. Livro ilustrado em preto e branco. Recomendado a partir de 04 anos.
  10. O galo Tião e a vaca Malhada – As aventuras do Galo Tião e a Vaca Malhada. Livro ilustrado em preto e branco. Recomendado a partir de 04 anos.
  11. O leão Praxedes – Conta a história de um leão muito bravo que perde seus dentes. Recomendado a partir do 2º ano.
  12. O mistério do anel de pérola – Conta a história de duas irmãs e um mistério. Recomendado a partir do 2º ano.
  13. O peixinho e o gato – Livro com ilustrações divertidas para os alunos pintarem e interagirem com a história.
  14. O ratinho Rói-Rói – Recomendado a partir de 04 anos, conta a história do ratinho Rói-Rói.
  15. Pai, posso dar um soco nele? – Vários contos infanto-juvenis. Recomendado a alunos a partir do 5º ano.
Fonte:http://atividadesparaprofessores.com.br/15-livros-infantis-gratis-para-download/

Atividades de multiplicação.




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Fonte:http://atividadesparaprofessores.com.br/37-atividades-educativas-de-multiplicacao/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Atividades com prendedores de roupas.



Brincadeiras com pregador de roupa, um material barato, fácil de encontrar e que rende um monte de atividades que ajudam a desenvolver a coordenação motora fina.

Atividades de aprendizagem

1. Cores e números
Esta atividade do blog Where Imagination Grows permite ajudar a criança a aprender sobre cores e números de um jeito interessante. Dá um trabalho preparar o material, como mostra o passo a passo do post original, mas o resultado compensa.
Ideias com pregador de roupa - contagem de numeros e cores
2. Identificar as cores
esta atividade do No Time For Flash Cards tem como foco ajudar as crianças a identificar as cores. É uma versão parecida com a que a @patcamargo fez com os filhos na Gincana do Desenvolvimento, só que naquele caso a ideia era ensinar sobre quantidades enquanto se desenvolve a coordenação motora.
10 brincadeiras com pregador de roupa - identificar cores
3. Cores e formas
Você também pode fazer uma brincadeira que ensina sobre cores e formas ao mesmo tempo. Esta aqui do Pleasantestthing usa feltro e não é muito complicada de se fazer. Acaba sendo uma boa brincadeira para se colocar numa “busy bag” para entreter a criança nas viagens longas de carro ou de avião.
Brincadeiras com pregador de roupa - identificar cores com formas
4. Pinça de pom pom
Por último nas atividades de aprendizagem, uma ideia simples em que você não precisa fazer nada além de reunir pregadores de roupas, pompons e alguns recipientes em um cantinho para a criança se distrair brincando. É perfeita para aquele momento em que você precisa fazer alguma coisa ou que a casa está precisando de um pouco de silêncio. Veja como a Jamie, do Hands on as we Grow fez com os filhos dela neste post aqui.
Brincadeiras com pregador de roupa - pinça de pompom

Atividades de arte

5. Dinossauro
Olha só que jeito mais bacana de desenvolver a coordenação motora fina e ainda criar um brinquedo! Este dinossauro do blog No Time For Flash Cards é muito legal! O passo-a-passo de como fazer está no post original.
Brincadeiras com pregador de roupa - dinossaurdo de pregador
6. Bichinhos
Por falar em jeito bacana de usar os pregadores de roupa, o Molas & Co criou uma série incrível de trabalhos usando eles.
Brincadeiras com pregador de roupa - bichinhos
Eu até tenho alguma habilidade manual, mas estou longe de conseguir fazer algo bonito assim. Estou pensando em adaptar a ideia imprimindo e recortando algumas imagens interessantes da internet. Pode ser que funcione. Se você tiver alguma sugestão de como fazer, aproveite a parte dos comentários aí embaixo para compartilhar comigo!
7. Gafanhoto
Dá uma olhada nesse gafanhoto e veja se ele não é tudo de fofo? Eu adorei! uma ótima ideia e simples de fazer que eu encontrei neste post do blog Kiwicrate. Depois que a criança cansar de brincar o gafanhoto pode virar um divertido enfeite para um vaso de planta que você tenha em casa :)
Brincadeiras com pregador de roupa - gafanhoto
8. Lagarta
Já que falamos de plantas e bichinho de jardim, que tal fazer esta lagarta que eu vi no blog Somewhere-in-the-middle com os pequenos? Lá no post eles explicam o passo a passo de como fazer
Brincadeiras com pregador de roupa - lagarta
Uma coisa é que eu amei desta lagarta é que ela é a personagem principal de um livro infantil que eu comprei para a Gabi e ela adora: Uma Lagarta Muito Comilona. Eu vou fazer uma lagarta dessa para ela só para poder mostrar junto com a história e assim juntar a leitura com a brincadeira. Acho que vai ser divertido :)
9. Pintura com pompom
Uma outra ideia é não fazer uma atividade tão dirigida quanto criar um bicho e simplesmente deixar a criança usar o prendedor para fazer um pincel diferente, com um pompom, como mostra este post do blog Learning4kids.net.
Brincadeiras com pregador de roupa - pintura com pompom e pregador de roupa
Por falar em jeito diferentes de pintar, aqui no blog tem outros posts com ideias de como brincar de pintura sem usar pincel. Dá uma olhada no post com “5 maneiras diferentes de pintar”, ou no post “Dia de bagunça com jeitos diferentes de fazer arte”. 
Se você ficou com interesse em fazer atividades assim, mas não tem o material certo em casa, uma alternativa é comprar a caixa avulsa Pintando o 7, do Box Joanninha, que é um serviço de assinatura em que você recebe em casa, todo mês, um kit com atividades surpresa para fazer com o seu filho. Eu mostrei como funcionou esta caixa aqui em casa neste post aqui. Recomendo!
10. Avião
Por último eu não podia deixar de repetir o avião de pregador e palito de picolé. Ele é muito bom! Vai que você não tinha visto esta ideia ainda no post das ideias criativas com palito ;)
Brincadeiras com pregador de roupa - avião

Fonte: Clique aqui...
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