domingo, 6 de dezembro de 2015

A importância da brincadeira no aprendizado das crianças






O psicólogo Peter Gray defende que oportunidades de auto-aprendizado, socialização e brincadeira resultam em um aprendizado significativo para as crianças.

Por Pedro Ribeiro Nogueira, do Portal Aprendiz.
 
As crianças de hoje não têm tempo, espaço e permissão para brincar livremente. Seus lugares são controlados, as horas escolares cresceram e a organização das cidades desfez laços comunitários, tornando o espaço público inacessível e perigoso. Tudo isso tem profundos impactos no aprendizado e no desenvolvimento das pessoas. Essa é a opinião do psicólogo evolucionista Peter Gray, autor do livro Free to Learn (Livres para aprender, em tradução livre), que concedeu entrevista ao Portal Aprendiz.
Gray defende, em palestra no TEDx, que quanto mais desenvolvido o cérebro de um mamífero, maior a quantidade de tempo que seus filhotes passam brincando. Pesquisas mostram que animais privados de contato social no desenvolvimento tornam-se arredios e assustados e não têm resposta para lidar com as ameaças.
Com as nossas crianças, isso é ainda mais acentuado. Para exemplificar seu ponto, Gray lembra de pesquisas de antropólogos com etnias que ainda vivem de maneira próxima aos caçadores-coletores. Nelas, as crianças e adolescentes têm garantido o direito de brincar da manhã até o anoitecer. Fazem isso livremente e contando com o apoio de inúmeros adultos, desenvolvendo habilidades e traços sociais importantes. Apresentam comportamentos cooperativos e uma saúde vívida.
                                   
 


A publicação “The Case For Play” (A Defesa Do Brincar, em tradução livre), da ONG australiana Playground Ideas, trouxe uma compilação de dados sobre a importância do brincar no aprendizado. Segundo o estudo, os benefícios econômicos e sociais de uma abordagem amigável ao brincar em um programa de pré-escola foram de 244,812 dólares retornados ao longo de 40 anos para um investimento 15,166 dólares por participante. Além disso, diversas pesquisas ilustram que os efeitos de brincar desde cedo ajudam a desenvolver alfabetização, leitura, familiaridade com números, criatividade.
A cartilha continua citando estudos longitudinais – feitos ao longo de até quarenta anos -, para ilustrar a importância do investimento em políticas de primeira infância.
“O “The Jamaica Study”, mostrou que crianças que tiveram estímulo ao brincar desde cedo se desenvolvem melhor. O estudo acompanhou crianças que sofriam de desnutrição e viviam em comunidades vulneráveis. Elas passaram a receber, por dois anos, duas visitas lúdicas semanais. Vinte anos depois, os jovens que receberam esse cuidado tiveram salários 42% maiores, desenvolvimento cognitivo superior, habilidades psicossociais desenvolvidas e menor ansiedade e depressão. Outra pesquisa, feita em escolas primárias, mostrou que, quando uma metodologia lúdica é aplicada desde cedo, os adultos apresentam maior escolaridade – foi registrado um aumento de 44% no ensino médio e 17% no nível universitário.”
Para desenvolver alguns destes temas, o Portal Aprendiz entrevistou, via Skype, o professor de psicologia evolutiva Peter Gray, do Boston College, que também mantém um blog no Psychology Today, chamado Freedom to Learn, no qual ele compila diversos dados e artigos de opinião sobre educação, o direito ao brincar e direitos humanos.
 
Portal Aprendiz: De que maneira as crianças estão naturalmente equipadas para aprender? 
Peter Gray: Eu venho da psicologia evolutiva e é por isso que creio que, ao longo de milênios de evolução, nossas crianças foram selecionadas por processos que garantiram sua sobrevivência. E nós não teríamos sobrevivido sem a habilidade de aprender de forma natural. Veja bem, nem sempre os pais acreditaram que era sua função educar integralmente uma criança. Então elas aprendiam brincando umas com as outras, simulando e jogando com suas realidades. Nós temos um instinto natural para o autodidatismo. O que eu tento descrever no meu livro é que até hoje, nas sociedades modernas, esses instintos de aprendizado ainda estão em funcionamento. Se nós promovemos oportunidades de auto-aprendizado, socialização e brincadeira, elas vão ter um aprendizado significativo.
 
Portal Aprendiz: Como a educação tradicional lida com isso?
Gray: O que nós entendemos hoje como educação tradicional surgiu quando o objetivo da educação não era o pensamento livre, o aprendizado, a formação crítica e criativa: o objetivo era treinamento de obediência, para que as pessoas obedecessem seus mestres e senhores sem questionar. Além disso, havia as escolas religiosas, que tinham como missão ensinar a doutrina bíblica, ou seja, não era educação, era doutrinamento. Acontece que ainda estamos presos a essas escolas. E elas operam suprimindo o desejo natural de aprendizagem, reprimindo a curiosidade, dizendo que não importam as questões que o indivíduo tem, apenas importam as questões trazidas pelo currículo, uma educação que não enxerga o brincar, o jogar e a socialização como parte do aprendizado e que diz que as crianças não devem agir de maneira independente. Nós tornamos aprender uma tarefa muito difícil em nossas escolas.
 
Se nós promovemos oportunidades de auto-aprendizado, socialização e brincadeira, [as crianças] vão ter um aprendizado significativo.
 
Portal Aprendiz: Você afirmou, em uma entrevista, que nunca foi tão difícil para as crianças do mundo acharem tempo para brincar. E que estamos muito preocupados em torná-las adultas, cheias de atividades e não existem espaços de livre convivência e jogo. Por que isso é importante?
Gray: Ao longo da história, o brincar é maneira pela qual as crianças adquirem estrutura física, emocional, intelectual e social. Ao brincar, nós simulamos um mundo no qual é possível praticar as habilidades que serão necessárias ao nos tornarmos adultos de fato. Hoje, as crianças têm muito acesso aos computadores e telas, então eles vão ali buscar o brincar, eles sabem “desde os ossos” que aquilo é importante e vão ali tentar brincar e entender o mundo que elas terão que enfrentar. Mas é na brincadeira de risco, livre e ao ar livre que se consegue lidar com problemas complexos, por exemplo, é subindo numa árvore ou até brigando uns com os outros, que eles aprendem a lidar com raiva e medo sem se autodestruírem. As crianças precisam de todo o tipo de brincadeira, até das mais arriscadas.
 
Portal Aprendiz: Em um artigo, você enfatiza que as crianças precisam da sua comunidade para se desenvolverem integralmente. Você afirma isso baseado numa pesquisa sobre o povo Efe, que ainda mantém um estilo de vida próximo ao dos caçadores-coletores, e dividem o cuidado com as crianças. Isso lembra, na prática, um velho ditado que diz que para educar uma criança você precisa de toda uma vila. Como nós podemos traduzir esses ensinamentos em direção a um cuidado mais comunitário de nossas crianças?
Gray: Eu acho que, com o tempo, nós começamos cada vez mais a viver em famílias nucleares isoladas. As crianças vão encontrar outras pessoas não em comunidade, mas só na escola. Elas estão virtualmente isoladas de outros adultos e elas precisam deles. Elas precisam sentir que existem diversos adultos que se importam com elas. Elas não são desenhadas para aprender apenas com seus pais porque, honestamente, muitas vezes, eles não são as melhores pessoas (risos). Elas precisam de diferentes modelos de vida para poder escolher qual melhor serve às suas necessidades individuais, ao que elas querem ser.
Eu acho que as escolas que seguem a metodologia Sudbury conseguem proporcionar esse tipo de vida comunitária,  as crianças sentem que pertencem a este lugar, fazem as regras de comportamento junto com adultos, podem se dirigir a qualquer adulto e procurar, por conta própria, o que lhes interessa aprender. Acho que isso é uma tradução de formar uma comunidade caçadora-coletora na sociedade moderna. Não é exatamente isso, é claro, mas é uma comunidade onde as pessoas se sentem cuidadas e queridas. E isso é muito valioso. Nós precisamos desenhar mais formas para que as crianças, em nossas culturas, possam experimentar comunidades de verdade.
Nós precisamos desenhar mais formas para que as crianças, em nossas culturas, possam experimentar comunidades de verdade.
 
Portal Aprendiz:  Neste sentido, você considera que abrir as cidades para nossas crianças, e transformá-las em cidade educadora, em um ambiente de aprendizagem, poderia contribuir para o desenvolvimento das crianças?
Gray: Sim, é claro. Existem inúmeras oportunidades de aprendizado no ambiente urbano, talvez mais acessíveis aos adolescentes que às crianças, que precisam ser cuidadosamente introduzidas a estes lugares, fazendo uso de museus, zoológicos, playgrounds. Meu filho, quando estava em uma escola Sudbury, passava dias letivos inteiros sozinho no centro de Boston. Ele pegava o ônibus saindo do subúrbio e explorava coisas que o interessavam no centro, indo em museus, livrarias etc. Acho que você sempre está aprendendo como aprender e quando você é livre para buscar seus interesses, para pesquisar o que te motiva, aí sim que seu desenvolvimento pode decolar. A educação precisa ser autônoma, não podemos mais decidir por um grupo inteiro de crianças, exigir que todas elas se interessem pela mesma coisa ao mesmo tempo.
 
 
Portal Aprendiz: Uma vez, durante uma entrevista, perguntei à fundadora da Riverside School, na Índia, que se assemelha muito ao que você descreve, sobre educação alternativa. Ela me respondeu que a educação tradicional é que era alternativa – alternativa ao aprendizado. Por mais que essa educação que você descreve seja repelida como “utópica”, você acha que é possível imaginar a educação evoluindo para isso?
Gray: É difícil imaginar uma escola pública indo até esse grau de liberdade, porque elas têm que responder a uma série de normas, regulações e regras, ou seja, quando há dinheiro público, o governo define o que é a educação. Ainda assim, eu visitei uma escola no estado do Colorado que consegue fazer muito, mesmo recebendo financiamento público. Acredito que existam muitas outras escolas pelo mundo que incentivem a criatividade e a curiosidade, o pensamento crítico e a liberdade. E, se você parar para observar o mundo de hoje, é exatamente isso que ele está pedindo: criatividade, curiosidade e a alegria de aprender nunca foram tão importantes. Então, por mais que muitas vezes as políticas públicas demorem a alcançar o que é preciso, eu creio que haverá mudanças e as escolas serão centros de aprendizagem.
 
Fonte: Leia Aqui   e  Aqui...
 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Atividades A casa de Vinícius de Moraes


 



 
 

Plano de aula : Cuidando do corpo.




Resultado de imagem para cuidando do corpoResultado de imagem para cuidando do corpoObjetivos - Identificar atitudes que contribuem para a manutenção do corpo.
- Reconhecer-se como agente responsável pelo próprio bem-estar.

Conteúdo
- Hábitos saudáveis.

Anos 3º ao 5º.

Tempo estimado Duas aulas.

Material necessário Cronômetro ou relógio, lápis ou caneta e folha de papel.

Flexibilização Para trabalhar com um aluno com deficiência visual (baixa visão), amplie o objetivo desta sequência para que ele perceba que, de acordo com as características físicas de cada pessoa, com suas condições de saúde e com o local onde ela vive, é necessário adotar diferentes hábitos.
Na primeira etapa, amplie a conversa: automóveis de marcas ou modelos diferentes e submetidos a variadas condições de uso exigem diferentes cuidados. Adapte a forma de registro para o aluno com deficiência, utilizando aquela com a qual ele está mais habituado ou demonstra mais habilidade em outras situações (o uso de computador com visualização ampliada é uma possibilidade). Preveja um tempo maior para o seu registro - ele pode iniciar ou terminar a tarefa em casa.
Na segunda etapa, reserve um espaço plano e seguro para que o aluno com deficiência possa realizar a atividade. Oriente sua atuação de modo que ele faça dupla com um colega de porte físico semelhante, que seja capaz de conduzi-lo e no qual ele confie. Mostre-lhe o trajeto da corrida antecipadamente. Você deve orientá-los a correr de mãos dadas.

Desenvolvimento 1ª etapa
Dê início ao trabalho conversando com os alunos sobre a importância da saúde para o bom funcionamento do corpo. Você pode fazer uma analogia entre o corpo humano e um carro. Para que o automóvel funcione direito, é preciso que todas as suas peças estejam funcionando adequadamente também. Portanto, manutenção é fundamental. Tomados os devidos cuidados, o carro estará sempre em bom estado e o risco de problemas mecânicos será reduzido. Diga aos estudantes que com o nosso corpo é a mesma coisa, pois ele nada mais é que uma "máquina biológica". Para funcionar como se espera, suas peças (os órgãos e os sistemas que o compõem) precisam apresentar funcionamento adequado. É imprescindível, portanto, que cuidemos de sua manutenção. Lance para os alunos a seguinte pergunta: "O que devemos fazer para cuidar da saúde?". O objetivo é averiguar o nível de informação que eles têm sobre o assunto. Estimule-os a citar hábitos saudáveis, como manter uma dieta balanceada, dormir bem (pelo menos oito horas por noite), praticar esportes, se divertir etc. Em seguida, peça que registrem suas ideias no caderno.
Informe as crianças que, na próxima etapa, elas deverão usar roupas confortáveis, pois será realizada uma atividade na qual terão de fazer exercícios físicos por alguns minutos.
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2ª etapa
A atividade a seguir deve ser feita em um local amplo (o pátio ou a quadra de esportes da escola, por exemplo). Organize os alunos em duplas. Peça que cada uma fique em repouso por aproximadamente dois minutos. A intenção é fazer com que a frequência cardíaca das crianças diminua, chegando a um nível estável. Solicite que cada estudante meça a frequência do parceiro. A forma mais simples de medi-la é sentir a pulsação no pescoço (posicionando os dedos indicador e médio na lateral do pescoço) ou no punho (posicionando os dedos indicador e médio na parte interna do punho, próximo à base do polegar). A pulsação deve ser aferida durante um minuto, e os alunos terão de anotar no caderno o número de batimentos contados nesse intervalo - para isso, eles utilizarão um cronômetro ou um relógio. Depois que todos tiverem feito sua medição, peça que corram moderadamente durante cerca de cinco minutos. O objetivo, agora, é elevar a frequência cardíaca dos estudantes. Ao terminar a corrida, eles devem repetir a medição. Em seguida, oriente-os a compará-la com a primeira e pergunte: "Por que a frequência cardíaca aumentou após a prática de exercícios físicos?". Explique às crianças que, quando fazemos exercícios, a demanda por nutrientes e oxigênio aumenta no nosso organismo, elevando a frequência cardíaca e fazendo o sangue circular mais rápido. A frequência normal de uma pessoa em repouso varia de 60 a 100 batimentos por minuto. Frequências bem mais baixas, no entanto, podem ser normais em adultos jovens, particularmente entre aqueles que apresentam bom condicionamento físico. Por outro lado, pessoas sem preparo físico podem apresentar maior diferença entre a frequência cardíaca em repouso e depois de atividades físicas. Discuta com os alunos a influência que hábitos saudáveis podem exercer sobre a saúde corporal. Ajude-os a perceber que pessoas que se exercitam regularmente têm melhor preparo físico e, consequentemente, frequência cardíaca mais uniforme. Você pode propor que eles conversem com seus pais ou responsáveis sobre a importância de adotarmos hábitos saudáveis - favorecendo, assim, o bom funcionamento do organismo, o que proporciona melhor qualidade de vida.
Avaliação Peça que os alunos escrevam um guia de orientação com base na seguinte pergunta: "Como os hábitos saudáveis podem influenciar na saúde do nosso corpo?". Essa é uma maneira de averiguar se as crianças perceberam que praticar exercícios, adotar uma alimentação balanceada, dormir oito horas por noite e reservar tempo para se divertir são hábitos saudáveis que ajudam a manter a saúde do corpo e afastar doenças.
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Plano de aula: Cuidados com o lixo


 
                                                                   Objetivo
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- Entender os problemas causados pelo excesso de consumo.


Conteúdos
- Problemas
ambientais decorrentes da produção de materiais. - Composição e destino de resíduos sólidos.

Anos
3º ao 5º.

Tempo estimado                                                        
Sete aulas.

Material necessário
Cópias da planta baixa de uma casa ou apartamento, reportagens “Um Oceano de Plástico” e “Sopão de Plástico”, vídeo
Preserve Seu Planeta, globo terrestre e material para pesquisa (sites da internet, livros, revistas etc.) sobre produção de resíduos, consumo desenfreado e poluição ambiental.

Flexibilização
Para trabalhar com um aluno com deficiência auditiva (que faz leitura orofacial e não está alfabetizado), na 1ª etapa, posicione-o em um lugar de onde ele veja bem o professor e todos os
colegas. Recorra à vontade aos estímulos visuais (gesticulação, apresentação de imagens etc.). E priorize sua participação em momentos de produção como a confecção dos cartazes.
Na terceira etapa, o aluno pode fazer a pesquisa requisitada junto ao AEE,
selecionando imagens pertinentes ao tema para apresentá-las à turma.
Na quarta etapa, peça que o aluno com deficiência faça o registro por meio de desenho.


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Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente a planta baixa de uma casa ou apartamento para a turma (você pode recorrer a panfletos distribuídos por imobiliárias). Organize os alunos em equipes de quatro integrantes e solicite que analisem a imagem, listando os bens de consumo que normalmente estão presentes em cada cômodo, conforme a tabela abaixo.
 
Cômodo
Materiais
Destino após uso
Quantidade descartada todos os dias
Total de materiais descartados todos os dias
A intenção é levar a garotada a pensar sobre a quantidade de produtos que uma família consome. Peça que os alunos imaginem que destino é dado a esses produtos e a tudo mais que costumamos jogar no lixo todos os dias. E informe que, durante uma semana, eles farão um trabalho em casa: contar a quantidade de embalagens descartadas nesse período (os dados obtidos devem ser anotados na tabela). Após o levantamento, diga para somarem os números apurados individualmente, chamando a atenção da classe para o fato de que esse total é influenciado por muitas variáveis, como o número de pessoas na casa, os hábitos de consumo e o poder aquisitivo da família, entre outras. Em seguida, solicite que os estudantes discutam dentro de suas equipes quais podem ser os problemas provocados pelo acúmulo dos materiais descartados. Quais seriam as consequências desse acúmulo para o meio ambiente? Ajude-os a organizar as respostas em cartazes e fixá-los em um lugar bem visível na sala, como forma de socializar as informações. Esses cartazes podem estar agrupados por ambiente impactado (urbano, rural, manguezal, ambiente aquático etc.). Exemplo: entre as consequências para o ambiente urbano, espera-se que as crianças citem sujeira espalhada pela rua, entupimento de bueiros e enchentes, entre outras.
 
                                                                                                              
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2ª etapa
Apresente a reportagem “Um Oceano de Plástico”, que trata do acúmulo de resíduos plásticos em uma área remota do Oceano Pacífico. Depois de assistir ao vídeo, questione se os resíduos sólidos que aparecem na matéria estão incluídos na lista de materiais que descartamos todos os dias. Em seguida, peça que os alunos localizem no globo terrestre a região discutida e pergunte de quem é a responsabilidade pelo acúmulo de sujeira naquele local tão distante. Registre as respostas no quadro. Agora, exiba o trecho do vídeo Preserve Seu Planeta que vai de 3min10 a 3min50 para que os alunos identifiquem o caminho percorrido pelo lixo no oceano. Ao final da exibição, pergunte: “Vocês acham que parte da responsabilidade por essa situação é nossa, ainda que estejamos tão longe daquele local?”.

3ª etapa
Distribua os quatro últimos parágrafos da reportagem “Sopão de Plástico” (lembre-se de informar que polímeros plásticos são o resultado de parte da decomposição de plásticos e que disruptoras endócrinas são substâncias nocivas à saúde). Terminada a leitura, certifique-se de que os alunos entenderam qual é sua parcela de responsabilidade pela degradação ambiental, mesmo estando a quilômetros e quilômetros de distância do ambiente degradado.

4ª etapa
Dê início a esta etapa explicando aos alunos que os problemas ambientais não são causados apenas pelo descarte de materiais. Eles também são provocados pela fabricação desses mesmos materiais. Em seguida, divida a turma em oito grupos e peça que quatro deles façam uma pesquisa sobre a poluição provocada pela fabricação de papel, aço, vidro e plástico (um tema para cada grupo). Às outras equipes, solicite que pesquisem causas da poluição do ar, formas de reduzir o consumo de água, explicações para a poluição da água e como evitar a destruição de hábitats (de novo, um tema por equipe). Por fim, diga para compartilharem as informações apuradas e torne a exibir o vídeo Preserve Seu Planeta, agora inteiro.



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Avaliação
Apresente a seguinte questão: uma sonda será lançada ao espaço e levará informações sobre a Terra. Você ficou responsável por escrever uma carta sobre os problemas causados pelo consumo exagerado de bens e suas possíveis soluções.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Youtube
 

Plano de aula: Conhecendo a vida das formigas.



- Conhecer a rotina de um formigueiro e sua organização social.
- Promover o contato com o procedimento científico por meio da pesquisa e da observação.
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Conteúdo
Formigas: organização e divisão de tarefas. 

Tempo estimado
Um mês.

Material necessário
Livros, jornais, revistas, fotografias, ilustrações e DVDs sobre formigas, agenda, três potes com tampas furadas com agulhas e duas mangueiras plásticas transparentes, algodão, água, açúcar, um formigueiro pequeno, folhas e flores.

Desenvolvimento
1ª etapa
Visite um jardim para que os pequenos observem as formigas e contem o que sabem sobre elas. Outra opção é levar algumas para a sala, em potes com terra e tampas furadas (para permitir que os animais respirem). Com base no que for dito, levante outras questões sobre a rotina desses animais. Use a agenda para registrar, a partir de então, as observações dos pequenos.

2ª etapa
Reorganize o formigueiro: com as mangueiras, conecte os potes entre si, em linha reta. No do centro, ponha o formigueiro. Reserve o da esquerda para as folhas e flores. Deixe o último vazio, pois será nele que as formigas vão depositar o lixo da colônia e as que morrerem. Proponha que as crianças pesquisem se as formigas realmente comem açúcar e onde conseguem os alimentos. Partindo das respostas delas, coloque o algodão umedecido com água e açúcar no pote da esquerda, junto com as folhas e as flores, que devem ser substituídas por novas semanalmente para não mofar.

3ª etapa
Ainda com os materiais ao alcance de todos, ajude a turma a organizar as informações reunidas até o momento. Peça que as crianças ditem para você textos sobre as descobertas e selecionem imagens a fim de organizar cartazes para expor na sala. Anote tudo na agenda, inclusive os comentários das crianças sobre o formigueiro.
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4ª etapa
Conte a história A Cigarra e a Formiga. Converse sobre a divisão dos trabalhos apresentados no conto e estimule a turma a comparar com as informações pesquisadas: a rainha é a responsável pela reprodução, os soldados pela defesa da colônia e as operárias pela limpeza e busca de alimentos. Todas as formigas têm o mesmo trabalho da representada no conto?

5ª etapa
Organize uma visita a um centro de estudos sobre formigas para observar formigueiros maiores, de diferentes espécies, conversar com biólogos e aprender detalhes sobre o trabalho dos insetos sociais.

6ª etapa
Revise o conteúdo anotado na agenda para organizar outros cartazes. Se ainda existirem questões sem respostas, prossiga a pesquisa.

Avaliação
Avalie os conhecimentos que as crianças tinham a respeito do assunto antes e o que sabem agora, relendo as anotações da agenda e analisando a colaboração de cada uma na organização dos cartazes. Elas devem saber as funções ocupadas pelas formigas e as diferenças entre as apresentadas em livros infantis e as reais. E têm de ser capazes de comparar as operárias, os soldados e a rainha com a sociedade humana, ressaltando diferenças e semelhanças.
 Fonte: Retirado do Grupo de Atividades Ensino Fundamental.
Imagens: Google imagens.
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